A produção audiovisual brasileira teve crescimento de 153% em um período de oito anos, segundo estimativas do “Mapeamento e Impacto Econômico do Setor Audiovisual no Brasil”, elaborado pelo Sebrae, que reuniu dados do mercado entre 2008 e 2014.
O setor ocupa a 5ª posição no ranking de atividades economicamente mais relevantes do país. E em 2018, chegou a produzir um valor agregado maior do que as indústrias têxtil e farmacêutica, segundo a Ancine.
Com a inclusão de novas categorias de trabalhadores na área e o consumo exponencial de vídeos on demand, o audiovisual tem se tornado um mercado promissor (como mostram os números acima), figurando hoje entre os mais dinâmicos e inovadores da economia criativa, com perspectivas de sucesso para profissionais que desejam fazer carreira nos mega setores da mídia e das indústrias criativas.
Não é surpresa que o boom de séries e filmes das plataformas de streamings, assim como de influenciadores no canal YouTube e de redes como o Tik Tok e Instagram, tenham alçado a produção audiovisual a outros patamares, tornando o Brasil o 6º país no ranking de consumo desse tipo de serviço no mundo, segundo o The State of Mobile 2019 report. Impactando também no aumento da procura por profissionais qualificados que possuam domínio técnico sobre as ferramentas de captação e edição de vídeos.
“Esta proliferação de meios, além de contribuir para a modicidade de preços, agrega valor à experiência dos consumidores e promove a expansão do mercado, que agora pode atingir públicos mais amplos e de forma mais conveniente”.
— O Impacto Econômico do Setor Audiovisual Brasileiro, Ancine
Em 2022 os conteúdos em vídeo alcançaram 99,6% dos brasileiros, de acordo com a pesquisa Inside Video 2023, do Kantar IBOPE Mídia. De 2018 a 2021, houve um aumento de 84% no consumo do formato no Brasil.
“As produções audiovisuais seriadas representam um recorte do tempo em que vivemos, com personagens, estéticas e tendências ligadas aos nossos interesses e hábitos de vivência, e tem encontrado cada vez mais relevância no mercado.” — Plataforma Gente
A expectativa é de que o mercado de Entretenimento e Mídia (E&M) continue em expansão, alcançando 4,7% até 2025, de acordo com a 22ª Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia 2021-2025, da PwC.
Projeto DOCS Sustentáveis (Imagem: Divulgação/Numen Produtora)
Nesse contexto, o fomento de políticas públicas tem sido um importante catalisador para viabilização de novos projetos e produções.
Para cada real investido por mecanismos como as leis de incentivo e o Fundo Setorial do Audiovisual, por exemplo, os cofres públicos recebem de volta R$ 15 em impostos. Os dados são do Fórum SPCine, evento que reuniu dados sobre as atividades e alargou o debate de políticas públicas para produções de cinema e TV.
Em fevereiro deste ano, foi anunciada a liberação de R$ 450 milhões para o setor audiovisual brasileiro. De acordo com o Ministério da Cultura, o montante deve viabilizar a realização de mais de 250 projetos cinematográficos em todas as regiões do país. A aprovação dos recursos marcou a primeira ação do comitê gestor do Fundo Setorial do Audiovisual 2023, formado pela Agência Nacional do Cinema (Ancine) e pela Secretaria de Audiovisual.
“Nosso país é conhecido e reconhecido por sua riqueza cultural. Mas nossa cultura não é só bela, diversa e rica, é também um setor econômico pujante, responsável por mais de 3% do PIB brasileiro. E como tal, precisa de ações concretas que impulsionem o seu desenvolvimento”, destacou a ministra da Cultura, Margareth Menezes.
Projeto Cultura Videomaker (Imagem: Divulgação/Numen Produtora)
O setor audiovisual compreende a indústria cinematográfica e videofonográfica do país, isto é: os agentes de produção, distribuição e exibição dos segmentos de cinema, TV paga, TV aberta, vídeo doméstico, vídeo por demanda e mídias móveis.
Considerada a capilaridade das atividades econômicas acima, em 2019, o número de empregos registrado pelo setor audiovisual foi de 88.053. Outros números positivos mostram como tem se dado a evolução dos empregos na área:
Fonte: “Emprego no setor audiovisual, 2019” – Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual – OCA, Ancine.
Arranjos como estes ajudam a entender como a produção audiovisual tem evoluído ao longo dos últimos anos juntamente com a chegada das novas tecnologias digitais e meios de propagação, deixando de ser reconhecida apenas pela criação e distribuição de obras cinematográficas para projetar-se nacionalmente como um mercado vasto, criativo e dinâmico, ligado a novos comportamentos e tendências de consumo. Um verdadeiro chamariz de oportunidades.
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