Apesar do setor cultural ter sido um dos mais afetados pela crise da Covid-19, o segmento é um dos mais promissores para a retomada econômica do Brasil, com a reabertura de 300 mil postos de trabalho.

No Brasil, a economia criativa corresponde a 2,64% do Produto Interno Bruto (PIB) e é responsável por 4,9 milhões de postos de trabalho, com 300 mil empresas e instituições em atividade. No Estado de São Paulo, essa participação é de 3,9% do PIB estadual e 1,5 milhão de empregos.

Entretanto, apesar de movimentar uma parcela significativa da economia nacional, os números anteriores não foram o suficiente para evitar que o setor cultural e criativo estivessem entre os segmentos mais prejudicados pela pandemia da Covid-19,  sofrendo uma dura retração de empregos, com queda de 31,8% do PIB nacional em 2020.

Entre as cadeias de produção e distribuição dos setores culturais e criativos mais impactados pela Covid-19, mais de 40% dos trabalhadores disseram ter registrado perda de receita entre 50% e 100% na pandemia, segundo mostra a pesquisa “Percepção dos Impactos da COVID-19 nos Setores Culturais e Criativos do Brasil”, publicada em junho de 2020.

A tendência de crescimento anterior à pandemia, que chegou a atingir 5,5 milhões de pessoas empregadas entre o primeiro trimestre de 2018 e o último de 2019, segundo estimativas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), teve de ser interrompida em razão do isolamento social e consequente suspensão das atividades culturais, impactando diretamente os projetos em andamento, a manutenção de postos de trabalhos e a garantia da renda para profissionais da área.


Estudos revelam os impactos sofridos pelos trabalhadores da área

Para entender mais a fundo os efeitos da paralisação, a fim de orientar ações para amenizar os impactos identificados e estimular a recuperação do segmento, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (SEC), em parceria com o Sebrae e a FGV, elaborou o estudo: “Pesquisa de Conjuntura do Setor de Economia Criativa – Efeitos da Crise da Covid-19”.  O trabalho, desenvolvido entre os meses de maio e junho de 2020, contou com 546 empresas entrevistadas de todas as regiões do Brasil. Segundo os números da pesquisa:

  • 88,6% dos profissionais entrevistados afirmaram ter registrado queda de faturamento em sua receita;
  • 50% tiveram projetos suspensos e 42%, cancelados;
  • 38% informaram ter perdido patrocínios obtidos antes do início da crise. 


Em março do mesmo ano, o número era ainda maior, com 83,7% das organizações e indivíduos alegam terem sido muito impactados pela suspensão de atividades, que culminou em uma maior dificuldade de captação de recursos junto a entidades privadas e públicas, conforme revelado pela pesquisa “Impactos da COVID-19 na Economia Criativa”, produzida pelo Observatório da Economia Criativa da Bahia (OBEC-BA), também com o objetivo de identificar as consequências da crise da COVID-19.

Além do que, a crise lançou outros desafios de planejamento a curto e médio prazo aos gestores e agravou um cenário de imprevisibilidade no setor: 51% dos indivíduos não tinham como estimar a quantidade de cancelamentos para o 2o semestre de 2020 e 65% das organizações não tinham como fazer esta estimativa para 2021.

Para 341 organizações e 799 indivíduos, a Suspensão de Atividades pelo Governo e a Dificuldade de Captação de Recursos junto a Entidades Privadas e Públicas são considerados como os dois aspectos mais afetados pela gestão.


Criatividade e tecnologia a favor da cultura

Embora tenham sido altamente impactados pela suspensão e cancelamento das atividades, os profissionais e organizações de quase todos os segmentos da indústria criativa se mantiveram ativos através da criação e oferta de produtos adaptados aos meios digitais, investindo em outras frentes.

Entre as estratégias adotadas pelo setor frente à crise: tanto indivíduos (45,1%) quanto organizações (42%) desenvolveram novos projetos e produtos durante o período de distanciamento social. Tudo isso exigiu de gestores, produtores, artistas e profissionais da área, uma rápida capacidade de adaptação, superação e aperfeiçoamento para dar lugar a novas habilidades, com respostas rápidas às novas demandas.


Retomada do setor pós-pandemia

O avanço da vacinação contra a Covid-19 no país e a autorização governamental para a  retomada das atividades presenciais, juntamente com investimentos emergenciais do Governo Federal (como a Lei Aldir Blanc, que garantiu o repasse de renda emergencial para trabalhadores e organizações da cultura) e ações da iniciativa privada, ajudaram a impulsionar o reaquecimento do setor e a abertura de novos postos de trabalho.

De acordo com dados do Itaú Cultural, o segmento voltou a reaquecer no terceiro trimestre do ano passado, ao registrar aumento de 14% no número de postos de trabalho em comparação ao mesmo período do ano pandêmico anterior, com geração de aproximadamente 300 mil novos empregos. No segundo trimestre de 2021, o setor cultural brasileiro foi responsável por 5,7% do total de vínculos do mercado de trabalho, contra 94,3% de trabalhadores do setor não cultural.

Como visto, a cultura e a economia criativa provam ter papel determinante na retomada do pós-pandemia. E como tal, devem estar no centro das políticas públicas e do apoio da iniciativa privada para continuar gerando a diminuição das desigualdades, maior garantia de trabalho, renda e educação aos brasileiros.


Crescimento da Lei Rouanet é sinal positivo para a economia

Entre janeiro e setembro de 2021, o investimento em projetos da Lei Rouanet cresceu 29% em relação ao mesmo período do ano passado, representando o melhor mês de setembro da história da principal ferramenta de fomento à cultura, de acordo com a avaliação de Thiago Alvim, cofundador da Nexo Investimento Social e da startup Prosas.

Para Alvim, a retomada gradual da economia é sinal positivo para profissionais que dependem da captação de recursos para a execução de projetos de impacto: “É uma ampliação que chega em boa hora, principalmente considerando o volume de demanda social que ficou escancarada com a pandemia”. 
Criado há 30 anos, o mecanismo de  incentivo fiscal, que permite às pessoas físicas e jurídicas decidir como destinar parte do dinheiro de seus impostos em ações voltadas à preservação e difusão cultural no Brasil, ajuda a promover o aquecimento do mercado cultural e da Economia Criativa, aumentando a margem de recursos destinados ao setor.

  • Empresas podem destinar, dentro do mesmo exercício fiscal, até 4% do Imposto de Renda a recolher;
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  • Pessoas físicas, contribuintes de Imposto de Renda por Deduções Legais (Declaração Completa), podem destinar até 6%.


Por que apoiar projetos culturais de impacto?

Apesar do cenário desafiador, o valor das atividades ligadas à Economia Criativa está também no seu poder de transformar capital intelectual em valor econômico para o país, o que faz da cultura um recurso infinito. Isso é, diferente dos ativos tangíveis produzidos pelas indústrias tradicionais, a indústria cultural não impõe limitações ao desenvolvimento sustentável, “demonstrando que é possível obter crescimento econômico a partir de uma produtividade que não coloca em risco a disponibilidade de recursos naturais para as gerações futuras”.


Atuando no mercado de produção cultural desde 2012, a NUMEN Produtora conta com um portfólio de projetos inovadores aprovados pela Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e pelo ProAC/ICMS, que unem arte, tecnologia e impacto social mensurável, alinhados aos principais Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Entre em contato com o atendimento pelo número (51) 99874-4527 e conheça nosso portfólio de projetos.


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Até a próxima!

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